- Principais conclusões sobre a captação de capital na gestão de ativos segundo os dados do III Relatório Anual do Setor de Securitização de Ativos 2025-2026, elaborado pela FlexFunds em colaboração com a Funds Society.
- Essas conclusões são direcionadas principalmente a administradores de fundos e ativos que buscam entender como e por que captar capital e ampliar sua base de clientes.
- A FlexFunds oferece um programa de securitização de ativos que ajuda a captar capital de diferentes investidores globais. Para mais informações, entre em contato com nossos especialistas.
A captação de capital consolidou-se como um aspecto fundamental na gestão de carteiras. Não apenas representa a possibilidade de ampliar a base de ativos sob administração, mas também permite diversificar riscos e gerar economias de escala que fortalecem a competitividade dos gestores.
Em um mercado financeiro caracterizado pela digitalização, pela concorrência crescente e por um ambiente econômico global cada vez mais complexo, a capacidade de atrair e reter investidores depende de múltiplas variáveis que vão muito além da mera rentabilidade.
Rentabilidade e percepção de risco: os pilares da atração de capital
De acordo com o III Relatório Anual do Setor de Securitização de Ativos 2025-2026, o fator mais influente na captação de capital é a rentabilidade.
Cerca de 80% dos gestores entrevistados colocaram esse critério nos níveis mais altos de relevância. Esse resultado é consistente com a lógica básica dos mercados financeiros: os clientes buscam maximizar os retornos sobre seus investimentos.
O segundo fator mais importante é a percepção de risco. Cerca de 76% dos participantes destacaram que esse elemento é decisivo para o cliente na hora de investir.
Em contextos de alta volatilidade ou complexidade econômica, a psicologia do investidor ganha peso significativo.
A aversão ao risco e a busca por segurança levam os clientes a priorizar propostas que garantam preservação de capital e liquidez razoável, mesmo que isso implique abrir mão de parte do potencial de rentabilidade.
Concorrência e inovação: diferenciação em um mercado saturado
O estudo também reflete o peso crescente da concorrência. Cerca de 74% dos entrevistados consideraram esse fator relevante ou muito relevante, o que confirma que o mercado está saturado de ofertas.
Já não basta oferecer produtos atraentes. As empresas precisam desenvolver estratégias de posicionamento, atendimento ao cliente e inovação que lhes permitam se destacar diante de alternativas similares.
Nesse sentido, a inovação em produtos financeiros aparece como um elemento-chave, com 73% das respostas nos níveis mais altos de relevância.
Os clientes valorizam cada vez mais a capacidade de acessar instrumentos flexíveis, personalizados e adaptados a diferentes perfis de risco. Essa constatação reflete uma mudança nas expectativas do investidor, que não busca apenas resultados, mas também estruturas mais sofisticadas, transparentes e alinhadas com seus objetivos.
Por sua vez, as plataformas digitais, com 55% de relevância nos níveis mais altos, também fazem parte dessa transformação. A acessibilidade, a transparência e a usabilidade tecnológica tornaram-se atributos diferenciadores, especialmente entre os segmentos mais jovens e sofisticados do mercado.
Liquidez e confiança no sistema financeiro
Embora com menor peso relativo, fatores como liquidez e segurança sistêmica mantêm um lugar de destaque nas prioridades dos investidores.
Cerca de 63% dos gestores apontaram que a falta de liquidez é um aspecto relevante para os clientes, enquanto 48% mencionaram a insegurança do sistema financeiro como uma preocupação.
Esses percentuais indicam que, embora exista confiança na infraestrutura financeira, os clientes continuam atribuindo grande importância à capacidade de acessar seus recursos de forma rápida e sem complicações.
A liquidez continua sendo percebida como um atributo de segurança, especialmente em ambientes onde a estabilidade macroeconômica não está garantida.
Prioridades do cliente: segurança e visão de longo prazo
O III Relatório Anual do Setor de Securitização de Ativos 2025-2026 também detalhou que a análise das prioridades dos clientes confirma que, além das condições conjunturais, há uma clara preferência por segurança e rentabilidade sustentada ao longo do tempo.
Cerca de 64% dos entrevistados valorizaram a rentabilidade de longo prazo como extremamente prioritária, enquanto 62% atribuíram igual importância à preservação do capital. De fato, 94% colocaram este último fator em níveis altos de prioridade (7 ou mais em uma escala de 10).
Esse padrão reflete uma tendência em direção a estratégias conservadoras, nas quais o cliente busca não apenas obter ganhos, mas também proteger seu patrimônio no longo prazo.
Em contrapartida, a rentabilidade imediata aparece com menor peso: apenas 10% a classificaram como extremamente prioritária. Esse dado sugere uma maior maturidade financeira, em que a consistência e a estabilidade pesam mais do que resultados rápidos, porém voláteis.
Em conjunto, os resultados do relatório mostram que a captação de capital é condicionada por uma combinação de fatores financeiros, psicológicos, tecnológicos e regulatórios.
A rentabilidade e a segurança continuam sendo a base das decisões de investimento. No entanto, elementos como inovação, experiência digital e transparência ganham cada vez mais importância na equação.
Para conhecer mais estatísticas, não hesite em baixar gratuitamente o III Relatório Anual do Setor de Securitização de Ativos 2025-2026.


