- Neste artigo, explicam-se as características dos non bankable assets e como eles podem ser convertidos em ativos bancarizáveis por meio de processos como a securitização.
- As informações são direcionadas, principalmente, a gestores de ativos que desejam melhorar a liquidez dos produtos que administram para seus clientes.
- A FlexFunds oferece um programa de securitização de ativos que otimiza a distribuição de estratégias de investimento, com ou sem bankable assets. Para mais informações, não hesite em entrar em contato com nossos especialistas.
O avanço da tecnologia e a massificação dos mercados financeiros permitiram o desenvolvimento de soluções inovadoras para facilitar a gestão de ativos e oferecer uma maior variedade de alternativas de investimento.
Por exemplo, atualmente é possível converter ativos não bancarizáveis ou non bankable assets em ativos bancarizáveis por meio de processos como a securitização.
A seguir, uma revisão sobre esses tipos de ativos e o mecanismo principal para que eles alcancem maior liquidez e sejam comercializados de forma mais eficiente.
Ativos não bancarizáveis e sua prevalência em diversas indústrias
Os ativos não bancarizáveis ou non bankable assets são aqueles que, por sua natureza, não podem ser facilmente utilizados como colateral para empréstimos bancários. Tampouco é possível incorporá-los aos portfólios tradicionais da banca ou da gestão de patrimônio.
Segundo a empresa Avaloq International, esses ativos incluem investimentos diretos em empresas privadas, residências de luxo, coleções de arte, automóveis clássicos, joias de alto valor, propriedades raras ou outras formas de “ativos não tão financeiros”.
Atualmente, estima-se que aproximadamente um terço da riqueza privada global esteja investida nesses ativos não bancarizáveis. E eles estão distribuídos de diferentes formas: imóveis especiais, propriedade intelectual (patentes, marcas), infraestrutura ou projetos de energia alternativa, itens colecionáveis, entre outros.
Ativos tradicionais vs. não tradicionais
Os ativos tradicionais (ou bancarizáveis) são, em geral, ações, títulos, fundos, contas de depósito ou empréstimos que geram fluxos de caixa previsíveis, possuem mercados líquidos, avaliação frequente e são aceitos como colateral pelos bancos.
Por outro lado, os ativos não tradicionais (ou não bancarizáveis) apresentam características como alta iliquidez, avaliação difícil ou pouco frequente, ausência de comparáveis padronizados de mercado e, muitas vezes, não geram fluxos de caixa regulares ou padronizados.
“Os ativos não bancarizáveis não fazem parte do portfólio de um banco típico, são rejeitados como colateral, possuem investimento mínimo elevado e exigem conhecimento especializado para sua avaliação”, explicam na Avaloq.
Por que esses ativos são “não bancarizáveis” no sistema financeiro convencional?
No sistema financeiro convencional, muitos desses ativos são non bankable assets por apresentarem algumas características “negativas”:
- Baixa liquidez: suas transações não ocorrem em um mercado ativo, o que dificulta a venda rápida do ativo ou seu uso como garantia.
- Avaliação incerta: há falta de dados históricos suficientes e grande heterogeneidade individual do ativo, o que impede estabelecer um valor confiável e recorrente.
- Fluxos de caixa imprevisíveis: nem sempre geram receitas regulares ou oferecem certeza sobre pagamentos futuros, reduzindo sua atratividade como garantia.
- Risco elevado: tanto operacional quanto de mercado (por exemplo, no caso de itens colecionáveis, o risco de deterioração de valor pode ser maior).
- Arcabouço regulatório e operacional: os bancos exigem garantias que atendam a critérios normativos de colateralização, aceitabilidade, tipo de ativo, avaliação independente, entre outros, o que limita muitos ativos alternativos.
O impacto da iliquidez na gestão de carteiras e no financiamento empresarial
O efeito da iliquidez na gestão de carteiras e no financiamento empresarial é profundo e, em muitos casos, subestimado.
Quando uma empresa ou um fundo inclui ativos que não podem ser facilmente liquidados ou utilizados de forma ágil como garantia, surgem diversos desafios relacionados tanto ao risco quanto ao custo de capital.
Em primeiro lugar, do ponto de vista da gestão de carteiras, um ativo ilíquido implica menor flexibilidade para o investidor rebalancear a carteira, responder a crises ou atender a necessidades inesperadas de liquidez.
Por exemplo, a inclusão de ativos ilíquidos pode gerar maior aversão ao risco por parte do investidor e uma alocação menor nesses ativos (e em outros ativos de risco) em comparação com um cenário de plena liquidez.
Em segundo lugar, para uma empresa que detém ativos pouco líquidos, o problema se transfere para o campo do financiamento: a impossibilidade de converter esses ativos de forma rápida ou simples em caixa limita sua capacidade de alavancagem, reduz sua solvência percebida e pode elevar seu custo de capital.
Outro aspecto relevante é o “prêmio de iliquidez”. Os investidores exigem uma compensação adicional por assumir o risco associado à dificuldade de se desfazer do ativo ou utilizá-lo como garantia.
De fato, em fundos de investimento, estima-se que a exposição à iliquidez explique uma parte não trivial do alpha do veículo e que aproximadamente 77% do prêmio por iliquidez seja transferido ao investidor.
Soluções inovadoras para a “bankability” de ativos
Felizmente, existem algumas soluções inovadoras para tornar ativos não bancarizáveis em bancarizáveis. A mais popular e eficaz é, sem dúvida, a securitização.
O papel da securitização
A securitização de ativos é um procedimento por meio do qual um ativo ou uma cesta de ativos é transformado em um produto listado em bolsa (ETP, na sigla em inglês).
No caso da FlexFunds, empresa líder no setor de securitização, com mais de USD 6 bilhões em ativos securitizados, mais de 500 emissões em mais de 30 países e mais de 200 clientes em todo o mundo, o processo consiste em cinco etapas:
- Desenho da estratégia de investimento do ETP.
- Assinatura da Engagement Letter.
- Processo de Due Diligence.
- Criação do ETP.
- Emissão do ETP.
Os ETPs da FlexFunds adotam a estrutura característica das notas estruturadas e são integrados e respaldados por uma carteira de ativos subjacentes.
Nesse sentido, o risco inerente ao instrumento está exclusivamente vinculado aos ativos sobre os quais ele é emitido, sem que esse risco se estenda às demais atividades ou negócios da empresa.
Sob a perspectiva dos interesses do cliente, esse desenho permite implementar uma estratégia de investimento com uma estrutura de custos mais eficiente. Para os investidores, as vantagens residem em maior simplicidade no onboarding e, portanto, em um acesso mais fluido ao projeto proposto.
Para saber mais sobre a securitização de ativos e os ETPs da FlexFunds, não hesite em entrar em contato com nossos especialistas. Será um prazer ajudá-lo.
Fontes:
- https://www.avaloq.com/insights/reports/non-bankable-assets-investing-in-a-new-era
- https://www.vbsoexpertise.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Securitization-Financial-Instrument-of-The-Future-KOTHARI.pdf
- https://www.cfgroup.net/2019/05/25/what-to-do-if-youre-not-bankable-part-1/
- https://www.financialresearch.gov/working-papers/files/OFRwp-20-03_illiquidity-in-intermediate-portfolios.pdf
- https://www.sec.gov/files/dera_hf-liquidity.pdf


